Todos os dias produtos químicos, lixo hospitalar e tóxico são despejados em rios e lagos e assim poluindo o ar que os filhos da mãe terra, os lobisomens, respiram em suas florestas e bosques.
- Isso não pode continuar assim! Nossas florestas são prejudicadas todos os dias e nada é feito. O que queremos é que nosso ar seja mais puro para que nossos filhos não morram ou sofram de doenças respiratórias.
As palavras do chefe da tribo local eram ouvidas pelo mundo todo, sendo transmitidas ao vivo pelos canais de TV mais famosos de New York. Na matéria eles mostravam vários pontos da reserva, partes cheias de lixo, lagos, infestados de peixes mortos.
- Tem que haver um culpado além dessas empresas. Não iremos tolerar a injustiça com nossa mãe. O homem urbano terá de respeitar mais a mãe natureza, queira ele ou não.
Longe dali, protegido por inúmeros arranha-céus estava Giosepp Castelamar, dono de uma das empresas acusadas de poluição pelo chefe indígena. Ele estava muito sorridente, seu mestre gostaria de saber o quão ele foi leal aos seus planos.
- Ao progresso! – disse ele erguendo uma pequena taça com vinho
- Ao progresso! – repetiram seus sócios e gerentes ali reunidos
Depois de algum tempo Giosepp pediu a seus gerentes e sócios para se retirarem dizendo:
- Per favore, senhores. Peço para que vocês se retirem, pois tenho alguns negócios pessoais a resolver agora.
Sem muitas delongas seus companheiros saíram da sala.
Em seguida o telefone tocou.
- Giosepp?
- Sim, sou eu. Tudo pronto para hoje à noite?
- Claro senhor!
- De pronto recebera sua recompensa Carlito.
Após desligar, Giosepp fez outra ligação para alguém de extrema importância.
- Tudo pronto, senhore. Do jeito que me pediu.
- Ótimo Giosepp, será bem recompensado por isso. Tu iras saborear aos tantos.
- Obrigado senhore, é uma honra servi-lo.
Já no estacionamento, tudo parecia calmo, ou pelo menos parecia enquanto Giosepp caminhava em direção ao seu carro. De repente um barulho um pouco longe chamou sua atenção.
- Quem está ai? – Giosepp perguntou não tendo resposta e logo em seguida voltou a caminhar mais rápido, preocupado, olhando para todos os lados até chegar a seu carro.
Mas antes que pudesse colocar a chave na porta novamente ele ouviu o barulho voltando-se para olhar nada viu e quando este virou novamente, Giosepp congelou ao ver uma besta peluda, grande, que bufou indiferente a centímetros da cara de Giosepp .
- Escravo tolo! Nosso ancião vê muito além do tempo e das ações futuras. Não somos apenas bestas vorazes atrás de carne e sangue, nós também temos nossos truques na manga.
E com um gesto das mãos, Caligarus soltou as amarras invisíveis que seguravam o lobisomem à frente de Giosepp. Mesmo longe pôde se ouvir os gritos e suplicas do humano que nada mais era do uma marionete.
- Um escravo a mais, abatido – disse Caligarus a seu parceiro ainda manchado de sangue.
Tem Continuação!
Criado em 02/10/09